O Senado aprovou o projeto que amplia a licença-paternidade dos atuais 5 para 20 dias. O texto agora segue para a sanção presidencial.
Confira os pontos principais dessa mudança que promete transformar a dinâmica do cuidado no Brasil:
Adoção gradual
A ampliação não será imediata, mas sim escalonada para que o mercado se adapte:
1º e 2º ano: 10 dias
3º ano: 15 dias
A partir do 4º ano: 20 dias
Salário-paternidade
A grande virada de chave! Assim como já acontece com as mães, o benefício passará a ser pago pela Previdência Social e não mais diretamente pela empresa. Isso reduz a resistência do setor privado na contratação de pais e traz mais equilíbrio para as relações de trabalho.
Proteção em casos excepcionais
O projeto demonstra sensibilidade a situações extremas: em caso de falecimento da mãe, o pai terá direito a 120 dias de licença, garantindo o amparo necessário ao recém-nascido.
Flexibilidade
A nova lei também prevê a possibilidade de parcelamento do período da licença, permitindo que a família organize melhor os primeiros dias do bebê.
O objetivo é claro: fortalecer o vínculo entre pai e filho e dividir de forma mais justa a responsabilidade do cuidado, que hoje ainda sobrecarrega imensamente as mulheres.
A notícia da liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central em 21 de janeiro de 2026, pegou muitos clientes de surpresa. Com o bloqueio imediato de contas, cartões e do sistema Pix, a dúvida que fica é: como recuperar o dinheiro e o que acontece com as dívidas? Embora o cenário gere ansiedade, é preciso agir com calma e estratégia para evitar prejuízos maiores e não cair em golpes. Abaixo, preparamos um guia prático para orientar você neste momento.
Onde estava o seu dinheiro? A regra mudou
Diferente do que se imaginava inicialmente, o ressarcimento não será igual para todos. Existe uma distinção técnica importante entre quem tinha saldo parado na conta e quem tinha investimentos.
Dinheiro em Conta (Saldo Salário, Pix, Movimentações)
Se o seu dinheiro estava apenas na conta digital (conta de pagamento) para uso no dia a dia, a devolução será feita pela empresa liquidante nomeada pelo Banco Central.
Como receber: os passos exatos e o calendário ainda não foram divulgados.
Atenção: como esses valores são protegidos por estarem depositados no Banco Central, o ressarcimento não depende do limite do FGC, mas sim do processo de liquidação.
Valores Investidos (CDB e Renda Fixa)
Se você tinha dinheiro aplicado em investimentos como o CDB, a devolução acontece via Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Limite: até R$ 250.000,00 por CPF.
Como receber: é necessário baixar o aplicativo oficial do FGC, realizar o cadastro e aguardar a liberação do pagamento (que costuma levar de 30 a 60 dias).
Você tem dívidas ou faturas com o Will Bank?
Muitos acreditam que, se o banco “fechou”, a dívida deixou de existir. Isso é um erro grave.
A dívida permanece: O compromisso financeiro continua registrado no Sistema Financeiro Nacional.
Risco de negativação: deixar de pagar a fatura do cartão ou as parcelas de empréstimos pode levar o seu nome ao SPC e Serasa, além da incidência de juros.
O que fazer: como o aplicativo pode apresentar instabilidades, documente (com prints) qualquer tentativa frustrada de pagamento e aguarde as orientações do liquidante sobre os novos canais de cobrança.
Guia Prático: o que fazer hoje?
Para se proteger, siga estes passos imediatamente:
Documente tudo: tire prints do seu saldo, extratos de investimentos e faturas em aberto. Guarde comprovantes de transferências recentes.
Portabilidade do Pix: como as chaves vinculadas ao Will Bank estão inativas, acesse o aplicativo do seu outro banco e solicite a portabilidade das suas chaves (CPF, e-mail ou telefone) para voltar a receber transferências.
Cuidado com golpes: o Banco Central e o FGC não enviam links para cadastramento de senhas. Não baixe aplicativos de terceiros que prometem “antecipar” seu saldo. Use apenas os canais oficiais.
Conclusão e apoio especializado
A liquidação extrajudicial é um processo complexo que envolve prazos legais e prioridades de pagamento. Se você possui valores acima do limite de garantia, enfrenta dificuldades para provar seu saldo ou está se sentindo inseguro com as faturas em aberto, o suporte jurídico pode ser decisivo. Estamos monitorando cada atualização do Banco Central e do liquidante para garantir que os direitos de nossos clientes sejam preservados.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso específico ou precisa de auxílio para garantir o seu ressarcimento?
A aposentadoria é um dos momentos mais importantes da vida do trabalhador. Com as regras da Previdência passando por mudanças graduais desde a Reforma de 2019, muitos segurados têm dúvidas sobre qual será a idade mínima para se aposentar em 2026 e quais caminhos são mais vantajosos.
Neste artigo, você vai entender quais são as regras válidas em 2026, quem é afetado pelas mudanças e por que o planejamento previdenciário se tornou indispensável.
Qual é a idade mínima para se aposentar em 2026?
Em 2026, continuam valendo as regras trazidas pela Reforma da Previdência (EC nº 103/2019), com a aplicação das regras permanentes e das regras de transição.
Regra permanente da aposentadoria por idade
Essa regra se aplica, principalmente, a quem começou a contribuir após a Reforma:
Mulheres: 62 anos de idade
Homens: 65 anos de idade
Tempo mínimo de contribuição:
Mulheres: 15 anos
Homens: 20 anos
Essa é a regra definitiva do INSS e não sofrerá novos aumentos de idade nos próximos anos.
Regras de transição válidas em 2026
Para quem já contribuía antes de 13/11/2019, existem regras de transição que podem ser mais vantajosas. Em 2026, destacam-se:
Regra da idade mínima progressiva
Essa regra aumenta a idade mínima de forma gradual:
Mulheres: 59 anos e 6 meses + 30 anos de contribuição
Homens: 64 anos e 6 meses + 35 anos de contribuição
A idade sobe seis meses por ano até atingir:
62 anos (mulheres)
65 anos (homens)
Regra dos pontos (idade + tempo de contribuição)
Nessa modalidade, soma-se a idade com o tempo de contribuição:
Mulheres: 93 pontos + mínimo de 30 anos de contribuição
Homens: 103 pontos + mínimo de 35 anos de contribuição
Essa regra é muito utilizada por quem começou a trabalhar cedo e possui longo histórico contributivo.
Aposentar em 2025 ou esperar 2026: qual é melhor?
Essa é uma dúvida comum — e a resposta é: depende do seu histórico contributivo.
Em alguns casos, antecipar o pedido ainda em 2025 pode garantir:
Idade menor
Menor exigência de pontos
Melhor valor de benefício
Em outros, esperar 2026 pode não gerar prejuízo. Por isso, o cálculo individual é essencial.
Atenção: idade não é o único critério
Muitos segurados acreditam que basta atingir a idade mínima, mas isso é um erro comum. O INSS analisa, entre outros fatores:
Qualidade das contribuições
Períodos sem recolhimento
Atividades especiais
Tempo rural ou urbano
Regras específicas (como professores e bancários)
Um erro no pedido pode resultar em indeferimento ou valor menor de aposentadoria.
Por que fazer planejamento previdenciário?
O planejamento previdenciário permite:
Identificar a melhor regra de aposentadoria
Evitar perdas financeiras
Corrigir falhas no CNIS
Escolher o momento certo para se aposentar
Em um cenário de regras cada vez mais técnicas, informação e estratégia fazem toda a diferença.
Conclusão
Em 2026, a idade para aposentadoria pelo INSS segue regras claras, mas nem sempre simples. Saber qual regra se aplica ao seu caso pode significar anos a menos de trabalho ou um benefício maior.
Se você está perto de se aposentar ou quer saber se já tem direito, busque orientação especializada antes de fazer o pedido.