
O cenário é familiar para todo bancário: o número da meta deixa de ser apenas um objetivo e se torna o centro da sua vida. No entanto, o problema não é a meta em si, mas a sua natureza em constante crescimento.
A cada semana, ela se torna mais irreal, e o que começa como uma simples cobrança, rapidamente se transforma em um ciclo de culpa, ansiedade e esgotamento.
O que muitos bancários não sabem é que essa dinâmica não é um acaso. A frustração também é uma ferramenta de controle. Por trás da fachada de “desafio” e “superação”, existe a dura realidade de que, muitas vezes, as metas são projetadas para não serem alcançadas.
Essa impossibilidade intencional mantém o profissional em um estado de dívida constante, sempre sentindo que precisa fazer mais, mesmo quando já está dando o seu máximo.
Se você se sente sempre devendo, sempre aquém do esperado, o problema talvez não esteja na sua dedicação ou na sua entrega. A questão pode residir na forma como o seu trabalho está sendo medido.
Metas abusivas são uma forma sutil, mas poderosa, de manipular e esgotar o trabalhador, minando sua autoconfiança e sua saúde mental.
O seu direito a metas justas e razoáveis
A legislação trabalhista brasileira, assim como a jurisprudência, reconhece os efeitos prejudiciais das metas abusivas. A cobrança excessiva e irreal pode configurar assédio moral, dando ao bancário o direito de buscar reparação.
Além disso, é dever da empresa fornecer um ambiente de trabalho saudável, o que inclui a definição de metas que sejam alcançáveis e compatíveis com a jornada e as condições de trabalho.
A cobrança deve ser uma ferramenta de gestão, não de opressão
Não se acostume com a sensação de estar sempre “devendo”. A cobrança mais absurda é aquela que rouba sua paz e sua dignidade. Se você já passou por isso, saiba que essa realidade não é normal e que seus direitos podem e devem ser defendidos.
A sua entrega e o seu esforço têm valor, e a forma como eles são medidos precisa refletir a justiça.
