
Todo bancário que está no mercado há algum tempo já ouviu a mesma coisa: “se você entrar com uma ação trabalhista, vai se queimar no mercado”.
Essa frase, repetida à exaustão, é um dos principais motivos que levam profissionais a engolirem prejuízos e a conviverem com situações como horas extras não pagas, metas abusivas e assédio moral, com medo de fechar portas para o futuro.
Mas e se dissermos que esse medo não tem fundamento legal?
A verdade é que a temida “lista negra” – onde o nome de um trabalhador estaria registrado por ter processado uma empresa – é proibida por lei. Ela simplesmente não existe de forma oficial e, se existisse, seria ilegal.
Aqueles que realmente avaliam o seu histórico profissional para uma nova contratação, sabem muito bem separar a busca por justiça da “vingança” contra uma empresa.
Um profissional que busca seus direitos demonstra conhecimento sobre a legislação e valoriza o próprio trabalho, características que são, na verdade, um diferencial no mercado.
O que o bancário tem o direito de buscar?
A rotina de um bancário é intensa e muitas vezes exaustiva. A pressão por metas, a jornada de trabalho estendida e o acúmulo de funções são realidades que podem levar a sérios problemas de saúde física e mental.
Muitos sabem que foram explorados, que estão com horas extras a receber e metas que vão além do razoável, mas acabam não buscando seus direitos.
A luta por justiça não é um ato de rebeldia, mas sim a garantia de que a lei seja cumprida. Os direitos do bancário foram conquistados com muito esforço e servem para proteger a sua dignidade no ambiente de trabalho.
Se você já se sentiu pressionado ou ouviu a conversa de que lutar pelo que é seu vai prejudicá-lo profissionalmente, saiba que essa é uma barreira que deve ser derrubada.
O mercado de trabalho não pune quem busca seus direitos; ele respeita quem valoriza seu próprio trabalho.
O seu histórico profissional é construído por sua competência, dedicação e ética, não por uma busca legítima por justiça.
Não permita que o medo silencie sua voz.
